Live on Two Legs (LP Compilação ao vivo)

9/10

Por Jonas Lopes, publicada em 2000

Pearl Jam

Um dia qualquer, estava lendo os reviews aqui da Dying Days (prática usual) e notei que ainda não haviam sido escritos reviews sobre discos ao vivo, com exceção do acústico do Alice In Chains, que eu mesmo escrevi, mas que não era um elétrico, que eu estava procurando. Como eu estava a fim de ouvir Nothingman do Pearl Jam, peguei o CD Live On Two Legs e resolvi escrever esta resenha.

Em 98, após o lançamento de Yield, o PJ embarcou numa turnê que teve alguns problemas (como a saída mal explicada de Jack Irons, substituído por Matt Cameron, ex-Soundgarden). Ao final da turnê, os caras resolveram lançar o que seria o primeiro disco ao vivo do grupo. Live On Two Legs saiu no final de 1998. O disco começa com a ótima Corduroy, com grande trabalho de guitarra e vocais. Segue com a boa Given To Fly, de Yield. É incrível a cara-de-pau dos caras em fazer uma música IDÊNTICA a Going To California, do Led. Mas, bem, continuemos. Lá vem Hail, Hail, de No Code, com seu peso habitual. A seguir, clássico, que é o que o povo gosta: Daughter, bela balada que emociona qualquer fã da banda. Vedder anuncia o quilométrico título Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town, outra bela balada que, assim como Daughter, é do disco Vs.

Prosseguimos com a calma Untitled, com a bela melodia de MFC e com o peso distorcido e experimental de Go. Essa música é definitivamente animal. Red Mosquito mostra um lado blueseiro pouco expresso no Pearl Jam, talvez de influência de Neil Young, que excursionou com o grupo anteriormente. Depois, a porrada Even Flow. Nossa, essa versão está de deixar os cabelos em pé, a bateria de Matt Cameron chega a níveis superiores, quase melhor que a original. Off He Goes toca os corações com sua delicadeza. Em seguida, a maravilhosa balada Nothingman, onde Eddie Vedder chega ao seu ápice no disco. Depois de duas baladas, os caras atacam com Do The Evolution. Better Man vem para acalmar de novo e anteceder o clássico Black, na hora de acender os isqueiros. Quando a galera acha que terminou, lá vem a boa F*ckin’ Up, do mestre Neil Young, que eles tanto reverenciam. Que belo toque final! Ótima pedida para se terminar um bom CD.

Resenhas