Impressões auditivas, Vol. I

Por Fabricio C. Boppré em 26/01/2018

Compêndio de notas randômicas colhidas ao sabor dos dias e das horas e registradas aqui sem absolutamente nenhum outro propósito que não o de ter mais uma desculpa para poder passar mais alguns minutos diários escrevendo ao invés de trabalhando.

  • Com frequência me acontece de, ao despertar de manhã cedo, nos primeiros segundos da retomada da consciência, eu perceber que está chovendo lá fora: ouço claramente o rumor constante e morno de uma chuva média, ou pouco menos que média. Começo automaticamente a fazer ou refazer planos em função disso. Então, como de hábito, levanto-me e vou para a sacada observar o dia, só para descobrir que não há chuva alguma, vento algum, sequer nuvem alguma. Silêncio total.
  • 2018 marca 100 anos da morte de Claude Debussy. Achille-Claude Debussy — esse era o nome que seus pais lhe deram; logo ele inverteu os dois primeiros nomes e passou a assinar Claude-Achille Debussy; a posterioridade o conhece simplesmente como Claude Debussy — morreu de câncer em Paris, em 25 de março de 1918. Seu funeral aconteceu enquanto a cidade era bombardeada pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial, e, por esse motivo, não foi acompanhado por ninguém. Debussy está enterrado no Cimetière de Passy, “entre árvores e pássaros”, conforme seu pedido.
  • No momento em que escrevo isto, tenho a mais absoluta e convicta certeza de que Shine On You Crazy Diamond é a melhor música de todos os tempos. Escutei-a ontem à noite antes de dormir. Hoje de noite pretendo escutar este disco, cujo vinil comprado em 22 de dezembro de 2017 chegou ontem à minha caixa postal. Porém, é muito provável que não o faça — planos feitos pela manhã de coisas para escutar à noite (ou ler, ou assistir) muito frequentemente não se concretizam, perdem completamente o sentido ao longo do dia. O que eu vou escutar hoje de noite, neste momento (8h50 da manhã) é uma completa incógnita.
  • Isso aqui é muito interesante.

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Créditos da imagem: Claude Debussy em foto de Henri Manuel (ano desconhecido).



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