Discos do mês - Dezembro de 2015

Por Fabricio C. Boppré em 31/12/2015

Resistindo à tentação de queixar-me sobre como o ano passou rápido etc., começo dizendo que minhas audições neste derradeiro mês de 2015 foram um tanto relapsas e regidas pelo aleatório, com muitos shuffles a partir da tag “gênero” igual a “Rock” — é a rádio aqui de casa, costumamos dizer — e discos escolhidos meio preguiçosamente e sobre os quais já falei demasiadamente por aqui, coisas como meus preferidos do Bad Religion e do Midnight Oil. Vou poupar-lhes dessa parte. Ouvi também, enfim, os lançamentos deste ano do Wire e do Modest Mouse, somente umas duas ou três vezes cada um deles, mas foi o que bastou para incluí-los em minha pequena lista de melhores de 2015. O do Wire acabou puxando a audição de outros discos mais antigos da banda, e deles venho me tornando gradualmente um fã entusiástico. Na sexta-feira dia 25, dia de Natal, bem cedo coloquei para tocar o A Charlie Brown Christmas, movido muito menos por sentimentos de tradição do que por ser simplesmente um disco fantástico. Ok, talvez um resquício de sentimento natalino também, devo admitir. De resto, a única coisa minimamente disciplinada e atenta que eu poderia citar vem da audição em série cronológica que venho empreendendo da discografia do Black Sabbath, em paralelo à leitura da biografia sabática escrita pelo jornalista Mick Wall, cujo currículo, a Wikipedia me informa, é composto de livros sobre Iron Maiden, AC/DC, Metallica e Guns N’ Roses — é, portanto, um cara do mundo do rock mainstream. Seu texto é bem fraquinho, em termos de qualidade literária, e a tradução parece não ajudar, mas tudo bem, já que meu objetivo na leitura é a matéria biográfica e fatual mesmo, e nisso o livro é bastante bem servido. No momento em que escrevo isso aqui, estou no ponto das gravações do Sabotage, que devo ouvir em breve, o último disco que escutei tendo sido, por conseguinte, o Sabbath Bloody Sabbath. E é um baita disco, não? O mais loucão do Sabbath, o mais aventureiro e colorido, com direito a Rick Wakeman e sintetizadores e tudo mais. Não é meu preferido, mas gosto muito, e a música que dá nome ao álbum é desde sempre uma das minhas favoritas do Sabão imortal. E tem a Who Are You, a qual eu nunca havia prestado muita atenção, mas desde esta última audição, ela não sai da minha cabeça.

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