Música no computador

Por Fabricio C. Boppré em 03/08/2015

Copiado daqui:

iTunes’ UI design is horrible for similar reasons: not because it has bad designers, but because they’ve been given an impossible task: cramming way too much functionality into a single app while also making it look “clean”.

iTunes is designed by the Junk Drawer Method: when enough cruft has built up that somebody tells the team to redesign it, while also adding and heavily promoting these great new features in the UI that are really important to the company’s other interests and are absolutely non-negotiable, the only thing they can really do is hide all of the old complexity in new places.

With the introduction of Apple Music, Apple confusingly introduced a confusing service backed by the iTunes Store that’s confusingly integrated into iTunes and the iOS Music app (don’t even get me started on that) and partially, maybe, mostly replaces the also very confusing and historically unreliable iTunes Match.

So iTunes is a toxic hellstew of technical cruft and a toxic hellstew of UI design, in the middle of a transition between two partly redundant cloud services, both of which are confusing and vague to most people about which songs of theirs are in the cloud, which are safe to delete, and which ones they actually have. (…)

Um bom resumo da coisa hoje. Usuários da Apple que se importam de verdade com música — não os ouvintes casuais das paradas de sucesso — são seres cada vez mais infelizes, cheios de apreensões e pesadelos noturnos. Alguns relatos que li de pessoas que aderiram imediatamente ao tal Music citado acima e tiveram múltiplos problemas com suas coleções pré-existentes no iTunes são tragicômicos. Eu uso este monstrengo chamado iTunes, mas desabilito sempre toda e qualquer função que tente gerenciar ou espionar minha coleção de música digital: não uso iCloud, não uso Match, não uso Genius, muito menos esses serviços de aluguel de música via streaming (sendo o da Apple este recém-lançado chamado Music). Da minha coleção cuido eu; a minha música, seleciono e levo de um lado para outro, do jeito que eu achar melhor, ninguém menos do que eu. Dessa maneira simplificada e desembaraçada, o iTunes até que funciona suficientemente bem, mas vez ou outra já me vejo cogitando utilizar algum outro player (esse aqui costuma ser bastante recomendado), pois do jeito que a coisa vai indo, me parece inevitável que em algum momento a Apple retire-nos essa possibilidade de independência de seus serviços comerciais. De qualquer maneira, não tem muita importância, já que essa coleção digital, embora muito útil e bastante ampla, não é exatamente minha coleção “titular”: essa fica na sala, organizada em estantes, para ser apreciada com atenção e em boa qualidade, longe das ingerências e vontades da Apple, do mercado, da nuvem e de não sei quem mais.

Categoria(s) associada(s): Audiofilia e tecnologia

Créditos do post: Don’t order the fish



1 comentário:

  • Vicente em 05/08/2015

    O bizarro é que se está chegando num ponto onde a conveniência, o grande “diferencial da música digital”, está dando espaço às personalizações, configurações, (des)organizações, deixando a música em si num segundo plano. Em breve, será mais conveniente limpar um vinil e colocá-lo para tocar, uma irônica regressão. Quanto ao iTunes, sempre achei pesadíssimo e só uso ele porque eu gosto demais de levar meu iPod pra passear na academia e pelas calçadas. Mas sou bem restritivo com o iTunes, também tento estabelecer meu controle sobre ele.

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