Mixtape #134

Por Fabricio C. Boppré em 18/07/2014

Mixtape #134 by Fabricio C. Boppré on Grooveshark

Laetitia Sadier cantava no Stereolab, preciosíssima banda franco-britânica que está, conforme leio na Wikipedia, em “indefinite hiatus” deste 2009. É uma pena, mas o trabalho solo da Laetitia preenche o vácuo tranquilamente. Os dois que ela lançou até o momento — The Trip (2010) e Silencio (2012) — são ótimos, recomendo bastante. A segunda faixa desta mixtape vêm do disco de 2010.

Sem fechar a aba da Wikipedia, resolvo dar uma investigada na discografia do Cocteau Twins e descubro, para começar, que eles são escoceses. O Cocteau é uma banda que sempre esteve rondando a meia distância meus interesses, mas a mesma preguiça que sinto com Sisters of Mercy, Siouxsie And The Banshees, entre outros, me impede de escutá-los com mais frequência e atenção. Essa semana aconteceu de eu ouvir, via Grooveshark, o disco que eles lançaram em 1993, Four-Calendar Café, e eu até gostei, mas sei que vai demorar agora uns 3 ou 4 anos até eu dedicar novamente uma hora inteira para ouvi-los. É assim mesmo — vita brevis, ars longa.

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Créditos da imagem: Copiada daqui.



3 comentários:

  • Vicente em 21/07/2014

    É, o Cocteau Twins é uma banda interessante e sui-generis mas não se encaixa no perfil daquelas matadoras. Mas tem uma música deles, Sugar Hiccup, que descobri numa mixtape que acompanhou um cassete dum outro artista que me fez ouvi-los com mais atenção. O disco que a contém, Head Over Heels, vale ouvidas ocasionais mas não se se vale um investimento.

  • Fabricio Boppré em 22/07/2014

    Valeu pela dica, Vicente. Vou tentar lembrar de, daqui 3 ou 4 anos, ouvir esse [risos].

    Viu o anúncio do disco novo do Sunn o)))? Eu não conhecia o Scott Walker; procurei ouvir e não gostei muito… Mas é claro que vou ouvir o álbum, quando sair.

  • Vicente em 23/07/2014

    É, as composições são do Walker e o Sunn entra meio como convidado. As expectativas são boas do ponto de vista de provavelmente sair algo sem precedentes e do fato de ambos artistas terem pontos em comum, principalmente os meios inusitados pelos quais costumam compôr. Mas daí ao resultado convencer são outros quinhentos, essas parcerias sempre provocam grandes expectativas que os produtos finais dificilmente conseguem superar (vide meus comentários sobre o Terrestrials). Também não sou muito fã do trabalho do Walker, acho que pelo fato do efeito da música dele se debruçar muito sobre letras e ambiências, meio que um “filme musical”, os discos impactam mais para quem é nativo no inglês. Para nós que escutamos MUITO inglês mas acostumamos o ouvido a equilibrar as letras com os sons, esses discos ficam meio caricatos. E, voltando a essa parceria, acho que vai pender mais para o lado do Walker do que para o que conhecemos do Sunn.

    Grande disco do segundo semestre será o novo Whirr, tá matador pra quem gosta de shoegazing. Tem o novo do Earth que entrou ontem em preorder ontem, não curti muito a primeira música (os vocais) mas tenho fé na combinação Carlson + Lanegan + Rancho de La Luna. O reissue do Have A Nice Life / Deathconsciousness que também já entrou em preorder também já está sendo ativamente aguardado. E falando em reissue, temos o Adore recompilado com bastante coisa bem interessante. Serão bons meses.

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