Mixtape #35
Duas coisas para se celebrar essa semana: lançamento do disco novo do Mission of Burma e os 50 anos dos Rolling Stones. Nessa ordem, claro.
O disco novo do Burma, Unsound, é sensacional; ouvi uma primeira vez na terça-feira e ele entrou direto naquela listinha dos melhores do ano até aqui, que eu fiz na mixtape passada. Eram dois, agora são três — quem sabe até o fim do ano consigo reunir sete discos. Pena que não há ainda nenhuma das músicas do Unsound aqui no Grooveshark, então celebremos ouvindo o clássico That’s When I Reach for my Revolver, do espetacular EP Signals, Calls, and Marches (cuja versão estendida que a Matador lançou uns anos atrás é ainda mais perfeita). Quanto aos Stones, não sei se essa marca de meio século de atividade é algo a se comemorar realmente, dado essa corporação em que a banda se transformou, mas enfim. Catei para fechar a fitinha um “rock de raiz” cover de Chuck Berry tirada do disco de raridades lançado em 2005.
No meio da fitinha rola um, não se assuste, Green Day. Eu sei que o Green Day é uma ótima banda para crianças (se tanto), mas em 1994, quando o Dookie fez aquele sucesso estrondoso e até a sua vizinha que gostava de Polegar sabia cantar She, bem, eu também era uma criança e também sabia cantar She (Polegar eu já não ouvia mais). Mas dentre aqueles hits todos, minha preferida sempre foi essa Having a Blast, que eu relembrei com bastante prazer essa semana quando ela apareceu no meio de uma playlist aleatória, e não resisti em colocá-la aqui. Vai dizer que não é um som bem massa?
A fitinha traz ainda Hey, deles, os Pixies, e uma do clássico Samba Esquema Noise, do Mundo Livre S/A. Eu tava a fim mesmo é de colocar Eu Vou Torcer do Jorge Ben (“Eu vou torcer / Pelas coisas úteis que se pode comprar / Com dez cruzeiros (…) Pela agricultura celeste (…) Pelo Mengão”), mas sei lá, vamos com calma.
Bom fim-de-semana!
Créditos da imagem: Copiada daqui.
5 comentários:
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Tô na pilha de escutar o Unsound, essa semana providenciarei. Ainda acho o Mundo Livre a melhor banda brasileira, muito por causa da memória afetiva do que pelos últimos trabalhos, que aliás, possuem ótimos momentos, mas não são tão coesos quanto os dos anos 90, além disso, por causa deles eu conheci Jorge Ben. A “quadrilogia” Ben, Tábua, Solta o Pavão e África Brasil é para mim uma das mais matadoras sequências de álbuns já lançados.
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Sid, o Unsound está sensacional. Achei bem melhor do que os dois anteriores, e está no mesmo nível do OnOffOn. Também ando bem desatualizado em termos de Mundo Livre S/A. O último que eu ouvi com atenção foi aquele da Manuela Rosário… mas qualquer hora eu cato os mais recentes para escutar. Tem um recente chamado Combat Samba, não? Quanto ao Jorge Ben, acho que o (enorme) reconhecimento que ele já tem, ainda é pouco para o que ele merece. É um dos mestres da nossa música. Esses discos que tu citou são fantásticos.
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O Combate Samba é uma coletânea que vinha com uma inédita. Antes rolou o Ep Bêbadogroove, e ano passado teve o Novas Lendas da Etnia Toshi BaBaa, algo como um Por Pouco pt.2. Conheci o Mission of Bruma através de uma indicação sua aqui no DD, o cd era o magistral OnOffOn. Mais uma que devo ao site.
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Vou passar essa coletânea então, apesar do nome sensacional. Quando ao MoB, pô, que legal! Cara, já ouviu o Signals, Calls, and Marches? Acho que esse é o tesouro da discografia deles. Disco infinitamente foda.
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Caras, eu já escutei um punhado de coisas legais que virei na via contrária: talvez tenha dificuldade em sintetizar tudo em apenas sete discos.
2012 tá muito bacana por enquanto.

