Mixtape #34

Por Fabricio Boppré em 06/07/2012

Mixtape #34 by Fabricio C. Boppré on Grooveshark

Chegamos à metade do ano e eu andei lendo por aí algumas listas de “best records so far”. Eu não ouvi discos novos suficientes para fazer uma lista dessas e pra falar a verdade acho uma bobagem, mas pensei que poderia ser um bom tema para a fitinha dessa sexta-feira. Direto ao ponto então: Liars e Mark Lanegan lançaram os discos de 2012 que eu mais gostei até aqui. O Liars eu venho ouvindo desde que foi lançado, é ótimo. Disco após disco, os caras não erram e soam sempre novos e genuínos, e coisa igual podemos dizer de poucos grupos com mais do que cinco álbuns lançados. Já o do Lanegan eu demorei um monte para ouvir: acho que algumas resenhas que eu li me deixaram meio receoso, ou pouco curioso — talvez, de algum modo instintivo, eu tenha considerado que, em termos de sons eletrônicos (que, conforme fique sabendo previamente através das resenhas, ocupa parte importante no disco), talvez tenha considerado que já me bastava esse ano o novo Liars… que estupidez! Ouvi essa semana e é um discaço.

Outro que eu tenho gostado é o novo — pasmém — do Smashing Pumpkins. A primeira audição foi péssima, mas por uma questão de gratidão e crédito, ouvi novamente e depois mais uma vez, e gradualmente passei a me interessar pelas músicas. Não é nada muito especial, e acho até que meu interesse maior já esgotou-se, mas é um disco decente, tem alguns momentos bons do tipo que eu achei que dificilmente o Pumpkins voltaria a proporcionar, a despeito da voz do Billy Corgan estar cada vez mais cômica. E daí que eu queria colocar algo do Oceania aqui, mas ele não aparece no Grooveshark (nada do Pumpkins aparece, aliás, lamentavelmente — como eu queria colocar Obscured numa fitinha!), então, aproveitando que um dos efeitos desse novo álbum foi também me fazer resgatar o TheFutureEmbrace, do Billy Corgan, serve uma faixa desse disco mesmo, a minha preferida Mina Loy.

Os outros dois sons de 2012 que aparecem, Woods e Wu Lyf, são coisas que normalmente eu nunca ficaria sabendo da existência, mas vez ou outra eu pesco algumas coisas novas da seção de resenhas da Uncut para escutar, e esses dois foram descobertas legais. E pra fechar, algo não tão novo: uma faixinha do Phaedra, disco de 1974 do Tangerine Dream. Não ignorem! Ela tem bem menos do que 10 minutos e é linda.

Bom fim-de-semana!

Créditos da imagem: Copiada daqui.



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