Bem vindo de volta aos anos 90

Por Fabricio Boppré em 02/03/2010

Na esteira do último post da Ana, uns pedacinhos do primeiro show da volta do Pavement, que aconteceu ontem.

E o tracklist do disco novo do Stone Temple Pilots, que será auto-intitulado:

  1. Between The Lines
  2. Take A Load Off
  3. Huckleberry Crumble
  4. Hickory Dichotomy
  5. Dare If You Dare
  6. Cinnamon
  7. Hazydaze
  8. Bag Man
  9. Pea Coat
  10. Fast As I Can
  11. First Kiss On Mars
  12. Maver

Bandas associadas: Pavement, Stone Temple Pilots



12 comentários:

  • José Victor em 02/03/2010

    A última década do rock!

  • Fabricio Boppré em 02/03/2010

    José Victor, não caia nessa… tem muita banda boa por aí, é só procurar. Talvez o rock, como estilo musical, não esteja em evidência na mídia como já esteve em décadas passadas, mas isso não quer dizer nada, esses ciclos da mídia, da moda, das rádios, não espelham a realidade. Espelham o que tá fazendo mais dinheiro girar na indústria, só isso. Música alguma, estilo algum, morre ou some. Evolui, sai das manchetes, fica a margem, mas enquanto existe gente interessada — e há muita gente interessada em rock e em seus sub-gêneros — fica vivo. De repente é até mais saudável dessa forma. Quer prova cabal disso? Assim como tu sentencia a morte do rock na década de 90, muita gente antes de você sentenciou o mesmo, nos anos 80, e até antes disso, nos anos 70. E aí, morreu mesmo nessas épocas? E digo mais: tenho certeza que, em 2030, alguém vai dizer que o rock morreu em 2010…

  • José Victor em 02/03/2010

    Fabrício, tenho 30 anos, e a única banda dos anos 2000, apesar de terem iniciado nos anos 90, que me chamou a atenção foi o QOTSA, apesar de ouvir muita coisa nova e boa, mas nada digno de nota! Infelizmente!

  • Fabricio em 02/03/2010

    Ok, daí caímos na coisa da “questão de opinião”, porque eu posso te citar dezenas de bandas que eu gosto muito e que não têm ainda seus 10 anos de vida. Ou seja, ao menos para os meus ouvidos, o rock goza de muito boa saúde, ainda que seja diferente do rock primordial dos anos 50, depois do rock dos anos 70, depois dos anos 90, o que também é plenamente natural. Mas eu te compreendo, comportamento perfeitamente humano isso de nos apegarmos às coisas (as bandas, no caso) da nossa infância, adolescência, e, finadas elas todas (e nossa juventude junto), passarmos a desprezar o que os jovens atuais — os que, outrora, éramos nós — ouvem e cultuam. “Bom eram os Beatles”, diz meu pai [risos]. Para ele, o rock morreu em 1970.

  • José Victor em 02/03/2010

    Vai ver é isso mesmo! Mas que não existe, atualmente, nenhuma banda com o “feeling” das bandas noventistas você tem que concordar! hehehe

  • Sid Costa em 03/03/2010

    Esse papo da morte do rock é véio pra caramba. Concordo com o Fabrício, a música tá viva e passa bem. Eu mesmo só fui conhecer mais do som que foi feito nas décadas passadas nessa década. Voltando às tias velhas do STP, acredito que vai ser um trabalho protocolar. O povo está pensando que virá um novo Core ou Purple, mas acho que será mais na onda do Shangri la mesmo. Se for tão bom quanto será lucro.

  • Fabricio Boppré em 03/03/2010

    José Victor, sem entrar no mérito, mas não haver bandas com o feeling dos anos 90 hoje, é normal e não significa nada, assim como nos anos 90 não haviam bandas com o feeling dos anos 70, e isso não significou nada, e nos anos 70 não haviam bandas com o feeling dos anos 50, e isso não significou nada… it’s evolution, baby! [risos]. Mas, deixando a teoria de lado, uma dica bem objetiva: ouça o No Age. Não há discos deles lançados no Brasil, então creio não ser tão condenável te dar essa dica. Comprei o vinil via Sub Pop, então é como se eu estivesse te emprestando e você fazendo uma cópia em fitinha K7 [risos].

  • Fabricio Boppré em 03/03/2010

    Quanto ao STP, algo me ocorreu agora… eles chegaram a anunciar o fim da banda? Foi mais uma pausa na carreira, não? Bom, isso não quer dizer muita coisa, também não ponho muita fé nesse disco novo, ainda mais pelo fato do STP nunca ter estado entre minhas preferidas, apesar de achar o Tiny Music… um grande disco e o Shangri-La bem digno, na linha dos outros discos.

  • Sid Costa em 03/03/2010

    Tenho colocado o No Age nas play lists do winamp, e estou gostando, apesar de não ter prestado tanta atenção. Falando sobre os anos 00 as banda que me vem à cabeça é são Qotsa, Trail of Dead, Mars Volta, TV on the Radio, Sun (o))), Mastodon, Mogwaii(certo que são fins dos anos 90, mas só fui ter contato em 2000), Oceansize, Pure Reason Revolution além é claro das hypadas… Falando em hype, os paralamas, ops, o Vampire Wekeend é bacana.

  • Fabricio C. Boppré em 03/03/2010

    Às citadas pelo Sid, acrescento Liars, No Age, Fucked Up, Wolf Parade, Yeah Yeah Yeahs, Arcade Fire, BRMC, Thermals, Silversun Pickups, Interpol… são algumas que me lembro agora.

  • José Victor em 05/03/2010

    Continuo apenas com o QOTSA!

  • Vicente em 08/03/2010

    Tô com o Fabricio e o Sid, não abro. A música nunca esteve em patamar tão saudável quanto hoje, agora que os artistas são livres para concentrar-se exclusivamente na forma como vão se expressar, sem compromisso com vendas ou gravadoras. O colapso da indústria minimizou a graça de esperar, comprar e colecionar mas o principal contraponto foi a magnitude de criatividade que surgiu por aí. Os ouvintes adaptaram-se a elas, aos poucos a playlist de um cidadão agregou CSS e Sunn O))), ao ponto que tanto músicos quanto ouvintes entenderam que na música não há mais limites. Também acho que o José Victor limita as possibilidades em função de seu gosto pessoal, o que é compreensível. Entranto, esse processo de interessar-se pelas novidades gera muitos frutos e ótimas descobertas, pois assim como temos muitas bandas modernas deploráveis, tínhamos gente medonha como o Collective Soul nos anos 90. No frigir dos ovos, é aquele exercício de se interessar, conhecer, descartar ou adotar e, no longo prazo, perceber que alguns ficaram para a posteridade pessoal.

    Outro relevante dessa última década é o Wolf Parade (vocês sabem da minha predileção por seus trabalhos), assim como os projetos dos integrantes.

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