Leituras aleatórias mais ou menos interligadas

Por Fabricio Boppré em 03/09/2009

Faz uns dias já que apareceu aqui e ali que o Radiohead não pretende mais lançar discos. Será que dessa vez vai? Acho que já tinham dito algo parecido antes do In Rainbows, não? Tenho curiosidade de saber o que a banda vai fazer. Algo na linha do Pumpkins, talvez?

E falando em Radiohead, bem interessante essa entrevistinha do Jonny Greenwood para o Sasha Frere-Jones, da New Yorker. Falam sobre MP3 e formatos digitais de música, mas não o aspecto comercial da coisa, pirataria, etc, mas sim o aspecto musical mesmo, técnico. Jonny dá suas opiniões, defende o formato para certas ocasiões, fala também que ouve vinis, entre outras coisas.

E por falar em vinis, bacana esse textinho do BaixaCultura sobre o tal revival dos bons e velhos bolachões de plástico preto. Nenhuma informação nova para quem ainda convive com os seus vinis e lê sobre o assunto regularmente, mas aparecem ao longo do texto uns números e uns links interessantes. Vale dar uma olhada.

Por último: se apesar do suposto revival do vinil, o seu medo das MP3, da internet e do Radiohead é mais forte e você teme pelo fim do conceito de álbum, seus temores acabam aqui! A Apple está trabalhando para que isso não aconteça, ou, melhor dizendo, trabalhando para reinventar, a seu modo, o conceito de álbum. Pensando nas novas gerações, que já nascem com iPods grudados aos ouvidos, é um esforço digno, não? Soa como se o Steve Jobs estivesse se sentindo arrependido por ter ajudado a destruir parte deste conceito, e agora quer se redimir…

Créditos do post: NME, New Yorker, BaixaCultura, MacUser

Créditos da imagem: matthiaskandel.de



4 comentários:

  • Vicente em 03/09/2009

    Um dos grandes inimigos do vinil hoje é o espaço físico. Com muita gente morando em pequenos apartamentos, o MP3 cai como uma luva no lifestyle contemporâneo. Além dos óbvios custos do produto, frete, etc. que no caso do vinil são disparado os mais caros.

    Mas, lógico, onde mais conseguir o deleite de spinar um black circle que não seja com o disco de verdade? É o ritual, já diria E. Vedder.

  • José Victor em 03/09/2009

    Não me refiro especicamente ao vinil, que a indústria fonográfica consegui reviver, porém com preços bem salgados. Me refiro aos cd´s, não tenho nada contra baixar músicas, entretanto, como já disse em um tópico anterior, nada substitui o ritual de acompanhar a música junto com o encarte!

  • Vicente em 03/09/2009

    Verdade, José. Pena que a referência do mundo mudou e que as novas gerações desconhecem esse prazer por completo. Mas há todo um lado interessante na música digital o qual não podemos ignorar.

    Pelo menos o vinil amplifica essa visão icônica de se escutar música, embora ele nunca mais vá transpôr seu momento auge (nem chegará perto) dos anos 70/80. Creio que se os selos continuarem caprichando nas edições vinílicas, o nicho continuará subsistindo com força, mas sempre como um nicho.

  • José Victor em 07/09/2009

    Pois é vicente, o vinil reinou soberano por umas quatro décadas, pelo menos, já o cd, na nossa sociedade cada vez mais imediatista, poderá se tornar um nicho, antes mesmo de completar duas décadas de existência! O imediatismo é benéfico quando não destroi o que há de bom no passado, digo isso porque numa tarde dessas estava revendo clipes do Screaming Trees e do Nirvana, e um primo meu afccionado em Black Eyed Peas me perguntou porquê eu estava vendo estas “velharias”, só me restou dar um sorriso nostálgico. Se essa geração pensa isso desses artistas imortais, o que pensarão da mídia física da música?!

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