Thermals

Biografia

O Thermals nasceu em 2002 na cidade americana de Portland, tendo em sua formação inicial o baterista Jordan Hudson, os guitarristas Ben Barnett e Hutch Harris e a baixista Kathy Foster. Todos já eram músicos veteranos na cena indie de Portland: em seus currículos estão participações no Haelah, Urban Legends, All Girl Summer Fun Band e Kind of Like Spitting. Em algumas dessas bandas, Hutch e Kathy já haviam dividido o palco, e são eles o núcleo do Thermals — na verdade, o grupo conviveu inicialmente com a nem sempre auspiciosa pecha de “supergroup”, mas rapidamente se desligou dela, tanto pelos ótimos discos lançados quanto pelas mudanças em seu line-up; dos quatro membros originais, restam hoje somente Hutch e Kathy.

Seguindo a tendência atual das trajetórias meteóricas, e também contando com a expectativa que sempre há nos “supergroups”, no mesmo ano em que iniciou suas atividades, o Thermals conseguiu um contrato com a Sub Pop, tendo como padrinho Ben Gibbard: foi o líder do Death Cab For Cutie quem os indicou à célebre gravadora de Seattle.

Já em 2003 tivemos então o primeiro LP, More Parts Per Million, lançado em março e merecedor de elogios diversos vindos dos veículos mais ligados no punk-pop de garagem com o qual a banda incendiava seus shows. E cá está a primeira pista da legitimidade do Thermals: a gravação é caseira (literalmente: o estúdio foi improvisado na casa de Hutch), totalmente lo-fi, e o disco é ótimo, com suas 13 músicas não ocupando sequer meia hora. Comparações com o Guided By Voices foram feitas, por conta não somente da concisão do grupo, mas muito também pela competência mostrada nesta ótima estréia.

Logo após o lançamento do disco, o “supergroup” começou a desmontar-se. Ben Barnett foi o primeiro a abandonar o barco, deixando as guitarras do grupo a cargo de Hutch Harris, que também já era o responsável pelos vocais. Mas o Thermals, como banda, continuou, e logo veio o segundo disco, Fuckin A. Novamente bem recebido, o disco é urgente e alucinante como seu antecessor, incrementado um pouco em suas letras políticas e na produção (a cargo de Chris Walla, guitarrista e produtor do Death Cab For Cutie, que já havia dados os retoques finais na mixagem do primeiro disco). Neste ano de 2004, vale citar que, nos intervalos dos shows do Thermals, Hutch Harris achou tempo para reforçar o Modest Mouse em alguns shows, após a saída de Dann Gallucci.

Para o terceiro disco, o Thermals recrutou Brendan Canty, do Fugazi, para trabalhar na produção, e o resultado foi lançado em agosto de 2006: The Body, The Blood, The Machine, discaço que liderou muitas das tradicionais listas de melhores de 2006. Ainda mais bem produzido, o disco é brilhante. Mesmo sob o avanço técnico, que costuma tornar pacatas bandas outrora ferozes, o Thermals soa empolgante como nunca. As letras com contextos políticos novamente marcam presença; de fato, há uma suposta historinha sobre “a young couple who must flee a United States governed by fascist faux-Christians”, de acordo com o site oficial. Também referências a histórias bíblicas podem ser encontradas. Convenhamos: eles poderiam cantar sobre o sistema digestivo das lagartixas, que ainda assim sua música seria fantástica. Ainda em 2006, nova mudança no line-up: Jordan Hudson passa as baquetas para Lori Coleman.

A essa altura, a moral do grupo já era bem alta, assim como o número de fãs. Turnês pelos EUA e Europa ao lado de gente como Mudhoney, Shins, Buzzcocks, Yeah Yeah Yeahs, Walkmen, Mike Watt, Sleater Kinney, além dos parceiros do Death Cab For Cutie, viraram rotina, principalmente após o lançamento The Body, The Blood, The Machine, que emplacou de vez o nome do Thermals no cenário rock ‘n’ roll mundial.

Em 2008, nova baixa: Lori Coleman deixou seu cargo, ocupado não há muito tempo, para se dedicar somente ao Andy Combs and the Moth, sua outra banda. Hutch e Kathy iniciaram então as gravações para um novo disco revezando-se na bateria, mas logo arranjaram um novo titular para o posto, Westin Glass, ex-Say Hi.

O título do novo LP, agendado para ser lançado em abril de 2009 nos EUA, é Now We Can See. Em março será lançado o primeiro single, When I Died, marcando o primeiro lançamento da banda pelo seu novo selo, a Kill Rock Stars.

Última atualização

07/12/2008

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