No Age
Biografia
O estado americano da California sempre foi uma área prodigiosa em termos de música. Basta citar que foi de lá que saiu o Beach Boys, no começo da década de 60. Avançando um pouco na história, qualquer relato sobre as origens do metal, do rock alternativo e do hardcore tem de citar algumas cidades californianas, em especial Los Angeles e San Francisco. E apesar do deserviço à humanidade prestado pelo glam e pelo nu metal, também oriundos da região, a balança tende para o positivo ao serem colocados sobre ela alguns nomes como X, Jane’s Addiction, Stone Temple Pilots, Dead Kennedys, Minutemen, Bad Religion, Metallica, Testament, Sublime, Rancid, Slayer, Pennywise e Descendents.
Los Angeles, especificamente, deu ao punk rock e ao hardcore alguns de seus nomes seminais, como NOFX, Black Flag, Germs e Circle Jerks. E se hoje em dia a cena local já não irradia o mesmo brilho das duas últimas décadas do século passado, alguns dignos herdeiros continuam a fazer barulho na Cidade dos Anjos, como o No Age, o Silver Dagger e o HEALTH.
O No Age é o expoente maior desse turma. Formado em 2005 pelo guitarrista Randy Randall e o baterista Dean Allen Spunt depois do fim da banda anterior em que ambos tocavam, a dupla é hoje famosa pelos muitos e incendiários shows, pela participação ativa no All-ages Movement Project, e, claro, pela sua música fantástica.
Seus lançamentos começaram em 2007, e neste ano foram logo três EPs — Get Hurt, Dead Plane e Sick People Are Safe — e dois singles — Youth Attack e PPM —, todos lançados no mesmo dia 26 de março, cada um por um selo diferente. A contra-capa do vinil de cada um dos lançamentos trazia uma letra diferente que, juntas, formavam o nome da banda. Em junho deste mesmo ano temos o primeiro LP, Weirdo Rippers, lançado pela Fat Cat Records, e que é basicamente uma compilação feita a partir destes lançamentos anteriores. Na capa, uma foto do The Smell, importante ponto de encontro underground de Los Angeles com o qual o No Age sempre colaborou, não só fazendo shows, mas também auxiliando na manutenção. Weirdo Rippers e seu noise denso e agressivo foram bastante elogiados na época, com o disco figurando posteriormente em muitas listas de melhores do ano. Com a maior visibilidade, veio um contrato com a Sub Pop e um aumento na demanda por shows pelos EUA afora.
2008 começou com a banda fazendo uma turnê junto com o Liars e lançando (pelo selo de Dean Allen, o Post Present Medium) um single junto com seus parceiros nova iorquinos. Aqui também a banda caprichou no lançamento, com certa quantidade de edições ilustradas por capinhas personalizadas para cada cidade por onde a turnê passou, outras com vinis de cores diferentes, e por aí vai. O esmero no visual e no valor do suporte físico de sua música vai se tornando uma marca do No Age, em tempos de mp3 e de CDs vagabundos que custam pequenas fortunas devido aos grandes nomes do mainstream que trazem estampados em sua capa.
Ainda em 2008, em abril, Randy Randal dirigiu em Paris um documentário sobre skate chamado The Foreigners, que traz músicas do No Age em sua trilha-sonora. Também em abril saiu o primeiro single do próximo disco, Eraser, faixa que rendeu ainda um vídeo lançado em junho. E em maio foi lançado o segundo LP da banda, o elogiadíssimo Nouns. Presença constante no topo de listas de melhores discos de 2008, Nouns foi responsável por catapultar o No Age para ainda mais longe — a banda passou parte do fim do ano fazendo shows pela Europa. Antes do fim de 2008, a Sub Pop lançou mais um single de Nouns, dessa vez para a faixa Teen Creeps.
Em 2009, depois da turnê No Deachunter ao lado do Deerhunter e de Dan Deacon, e de ter feito dois shows no Brasil em junho, a banda lançou em outubro o EP Losing Feeling, um trabalho novamente bastante elogiado e que estabelece grande expectativa para o terceiro disco da banda.
Última atualização
04/01/2010

