Elbow

Biografia

Guy Garvey tinha somente 16 anos de idade quando um amigo do colégio o convidou para integrar uma banda chamada Mr. Soft. O colégio era o Bury College, em Manchester, o amigo era o guitarrista Mark Potter e o ano, 1990. Guy embarcou como vocalista do grupo, que era completado por Craig Potter (tecladista), Richard Jupp (baterista) e Pete Turner (baixista).

Depois de abreviar seu nome para Soft e de alterá-lo para Elbow, encontramos a banda em 1997 assinando seu primeiro contrato, com a Island Records. Se o nome Mr. Soft tinha vindo de uma música de Steve Harley, Elbow foi tirado da mini-série The Singing Detective, da BBC, que citou-a como a palavra mais formosa da língua inglesa.

No mesmo ano, o Elbow teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco junto com o produtor Steve Osborne. O resultado deste trabalho não chegou a ser lançado, pois a Island Records foi comprada pela Universal e o Elbow acabou dispensado. O grupo então se associou a um selo independente de Manchester, o Ugly Man Records, e por aí lançou alguns singles, esperando nova oportunidade para seu primeiro LP.

Com o sucesso de um dos singles nas rádios britânicas, The Any Day Now, não demorou para que a banda assinasse novo contrato, desta vez com a V2, gravadora de Richard Branson, o fundador da Virgin. E finalmente, em 2001, o primeiro álbum do Elbow foi lançado: Asleep in the Back. O álbum foi muito bem recebido pela crítica, mas fez um sucesso apenas moderado entre o público, que num primeiro momento pareceu não ter se sensibilizado com sua música peculiar e cadenciada. Esta música original apenas remotamente remetia a algumas referências famosas, como Radiohead e U2. Nas paradas de sucesso da época estavam Nickleback e o Creed, o que deve significar alguma coisa.

Um reconhecimento mais justo ao talento do Elbow veio em 2003, quando a banda lançou A Cast of Thousands. Se o bom primeiro álbum poderia ser resultado de alguma espécie de “sorte de principiante”, foi já em seu sucessor que a banda dissipou as dúvidas e se distinguiu dos hypes modernos que surgem e desaparecem em questão de poucos meses. Trata-se de um disco de musicalidade rara e de difícil categorização, que passeia de um momento sublime a outro, como Switching Off, que ganhou elogios contundentes de John Cale (ex-Velvet Underground), e Grace Under Pressure, que conta com o reforço de milhares de vozes entoando “we still believe in love, so fuck you” e gravadas a partir da apresentação da banda no Glastonbury Festival no ano anterior. É bem verdade que o álbum não foi nenhum estrondoso sucesso de vendas — sua música não parece talhada para este tipo de coisa — mas agora o Elbow já conta com um ardoroso grupo de fãs.

Depois de passar boa parte de 2003 e 2004 na estrada, em uma turnê que passou inclusive por Cuba, o Elbow voltou aos estúdios para a gravação de seu terceiro LP. Leaders of the Free World foi lançado em setembro de 2005, e teve a mesma repercussão que seus anteriores: foi aclamado pelo crítica e pelos fãs, mas passou desapercebido do grande público. A banda gravou e produziu o disco em Manchester, contando com a colaboração do The Soup Collective, um grupo de cinegrafistas que foi criando um vídeo em paralelo à gravação do álbum. O DVD foi incluído em edições especiais de Leaders of the Free World vendidas nos EUA e no Reino Unido.

Em 2006, as vendas modestas dos três lançamentos do Elbow fizeram com que a banda fosse dispensada da V2. Mas logo em seguida apareceu a Fiction, com quem o grupo firmou novo contrato. As gravações para um novo disco começaram pouco depois, novamente num esquema independente, com a banda tomando as rédeas de todo o processo sozinha. A produção consumiu boa parte do ano de 2007.

Finalmente, em março de 2008, saiu o resultado deste trabalho, sob o título The Seldom Seen Kid. Novamente um grande disco, com um desempenho comercial algo superior aos lançamentos anteriores, em parte graças ao Mercury Music Prize que a banda levou neste mesmo ano.

No começo de 2009, o Elbow gravou ao lado da BBC Concert Orchestra, no estúdio Abbey Road, uma versão ao vivo integral deste seu último lançamento, que virou um álbum (com DVD bônus) vendido no site oficial da banda. Atualmente, eles seguem fazendo shows pelo mundo, na divulgação de The Seldom Seen Kid.

Última atualização

03/03/2009

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