... And You Will Know Us By The Trail Of Dead

Biografia

Kevin Allen, Neil Busch, Jason Reece e Conrad Keely, quatro amigos de infância que cresceram na pequena comunidade cristã de Plano, no Texas, formam o …And You Will Know Us By The Trail Of Dead. Desde cedo os quatro garotos estavam envolvidos com música, tanto que fizeram parte do coral da igreja local e participaram de competições internacionais. O nome da banda, de acordo com Jason Reece, foi mandado para eles através de mensagens psíquicas por meio de ondas cerebrais vindas do profeta italiano Dario Argento.

Ou pelo menos essa é uma das variantes que os membros da banda costumam contar quando lhes é perguntado sobre a origem do Trail of Dead.

O que é sabido oficialmente é que a banda logo se destacou devido pelas músicas intensas e os pelos shows tumultuosos e incendiários, onde eles faziam rodízio nos instrumentos antes de destrui-los completamente. O grupo foi formado no final de 1994 pelos amigos Jason Reece e Conrad Keely. Depois de terem se conhecido no Havaí, eles se mudaram para Olimpia, onde Jason tinha uma banda chamada Mukilteo Fairies. Depois se mudaram novamente, para Austin, onde começaram a se apresentar como uma dupla. Durante essa época, depois de Neil e Kevin terem juntado-se a banda, lançaram uma fita cassete ao vivo pelo selo Golden Hour. O grupo, que já era conhecido pelos seus shows anárquicos (certos lugares se negavam a apresentar o Trail of Dead por medo do que a banda pudesse fazer durante o show), conseguiu assim apoio para lançar seu primeiro disco, auto-intitulado, que saiu pela Trance Syndicate no começo de 1998.

O disco aumentou ainda mais o prestígio do qual a trupe gozava no circuito alternativo americano. A temática das músicas, a arte gráfica com um estranho tom religioso e, claro, as músicas arrebatadoras só vieram confirmar tudo isso. O público fiel aumentou e a crítica conheceu o Trail of Dead.

Depois da quebra da Trance Syndicate, o grupo assinou com a Merge. O primeiro disco pelo novo selo saiu em outubro de 1999. Madonna é um álbum ainda mais espetacular do que o debut do Trail of Dead, e foi responsável pela maior popularização da banda, levando-a a ter seu nome reconhecido também na Europa e em outros continentes. Madonna suscitou comparações com o Sonic Youth, além de fazer os críticos tentarem rotular a banda através de coisas como “volcanic punk rock” e “apocalyptic rock”, tamanha a densidade e a fúria que caracterizava seu som. A banda teve grandes momentos durante a turnê do novo disco, como o show feito no London Astoria lotado, e a apresentação ao lado do Mogwai.

Depois de se mudar para um grande selo, a Interscope Records, o Trail of Dead lançou o EP Relative Ways em novembro de 2001, um aperitivo do álbum seguinte, aquele que viria a ser a obra-prima da banda até então. A crítica e o público esperavam ansiosamente. Nesse ano, a banda faz também sua primeira aparição no Brasil, tocando em seis cidades pelo sul e centro-oeste do país.

Source Tags And Codes saiu finalmente em fevereiro de 2002. É um disco brilhante, que mostra a banda ainda mais entrosada, com o som mais maduro, mas ainda vigoroso e enérgico. O álbum foi altamente elogiado por público e crítica. Se antes já era difícil descrever a explosão de sons do Trail of Dead, agora já não existia mais nenhuma palavra que pudesse para descrevê-la.

Após muitos shows ao redor do mundo, a banda voltou a estúdio para gravar um novo EP, a fim de saciar o apetite dos fãs por novo material. The Secret of Elena’s Tomb foi lançado na metade de 2003, e apontou novas direções para o futuro do Trail of Dead, pois trata-se de um trabalho mais eclético do que aquele apresentado nos discos anteriores.

Em 2004 iniciaram-se os trabalhos para um novo LP e ocorreram mudanças na formação do grupo: saiu o baixista Neil Busch, substituído logo depois por Danny Wood. A banda também adicionou um segundo baterista, Doni Schroader.

Em janeiro de 2005, o tão aguardado Worlds Apart chegou às prateleiras. Quanto ao seu desempenho, as opiniões acerca do novo trabalho do Trail Of Dead não foram tão unânimes quanto as relativas ao Sources Tags And Codes, e no mercado americano o disco não chegou a vender metade de seu antecessor. Mas o álbum é bom e poderoso o suficiente para manter o prestígio do grupo texano bastante alto. Para a turnê de divulgação, o tecladista David Longoria juntou-se ao grupo.

Na sequência, o Trail of Dead não demorou muito para lançar um novo álbum: menos de dois anos depois de Worlds Apart, em novembro de 2006, foi lançado So Divided. O disco é um passo ainda mais largo, se comparado ao EP e ao LP anteriores, no esforço da banda em expandir seu som: produção limpíssima, um cover grandioso de Guided By Voices, uma música com percussão exótica a cargo de Pat Mastelotto (King Crimson) e outra que faz lembrar Beach Boys compõem o tracklist deste quinto disco de estúdio. Certamente, um desafio para os fãs dos tempos de Richter Scale Madness e as outras insanidades do primeiro álbum. Na turnê européia de divulgação de So Divided, no ano seguinte, nova mudança no line-up: entraram Aaron Ford no lugar de Doni Schroader e Clay Morris no lugar de David Longoria.

Em 2008, o grupo encontra-se novamente em estúdio, com o baixista Jay Phillips substituindo Danny Wood, para preparar o sucessor de So Divided. Sem contrato com a Interscope Records, o Trail of Dead fundou a Richter Scale Records em parceria com a Universal Music, e é através de seu próprio selo que a banda lança o EP Festival Thyme e, no começo do ano seguinte, o novo LP The Century of Self.

Em 2010, novas mudanças no line-up: Aaron Ford, Jay Phillips, Clay Morris e Kevin Allen deixam a banda, enquanto que Autry Fulbright e Jamie Miller assumem baixo e bateria, respectivamente. Assim, o Trail of Dead volta a ter somente quatro membros. 2010 também é o ano de lançamento do sétimo disco do grupo, Tao of the Dead.

Em outubro de 2012 é lançado Lost Songs. Gravado na Alemanha, o álbum traz uma música dedicado ao Pussy Riot, grupo russo cujos membros encontram-se neste momento presos por terem gravado um vídeo sem autorização em uma catedral de Moscou.

Última atualização

22/10/2012

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